A suplementação de resveratrol e EGCG e a introdução do simbiótico

Seguindo a ordem cronológica de introdução dos suplementos, a partir dos 15 meses iniciei a oferta de resveratrol associado à quercetina como fator de absorção, em razão da sua eficácia na diminuição da superexpressão do MicroRNA155, apneia do sono, estresse oxidativo e outras situações. E aos 16 meses, iniciei a oferta de EGCG, em razão de sua eficácia na diminuição da superexpressão do gene DYRK1A e na promoção da recuperação óssea, entre outros inúmeros benefícios comprovados em pesquisas. Por essa época também introduzi um simbiótico, que vem a ser a associação de um probiótico com um prebiótico, como suporte à formação e preservação de uma boa microbiota intestinal, pois Luisa tem uma considerável distensão abdominal, que não se justifica mais apenas pela diástase do reto abdominal com que nasceu. Então o simbiótico, ao fortalecer as bactérias boas da microbiota, pode ajudar a diminuir essa distensão.

Deixarei para outro momento a abordagem dos suplementos introduzidos a partir dos 18 meses.

Abaixo, relacionarei algumas das pesquisas que foram usadas como critério para a decisão pela suplementação de EGCG. Logo em seguida, dois posts do meu amigo Rogério Lima, que explicam a função do MicroRNA155 e a ação do resveratrol.

Mas, antes de qualquer coisa, quero contar que por volta dessa idade, quinze, descêsseis meses, Luisa descobriu o que é celular, YouTube e Xuxa. E aprendeu também a girar pra dar as costas sempre que sentia alguém se aproximando quando estava com o celular nas mãos hehehee:

Também nessa época tivemos 15 dias de férias das terapias no mês de julho. Meus ambiciosos planos de passeio tiveram que ser ajustados às circunstâncias, pois Heitor adoeceu. Mas conseguimos ter alguma diversão:

 

 

COLETÂNEA SOBRE O EGCG

1. Pesquisa in vitro realizada por pesquisadores italianos, com células de 5 fetos não trissômicos e de 6 fetos com SD comprovou a eficácia do EGCG na recuperação da função mitocondrial das células com SD:http://www.sciencedirect.com/…/artic…/pii/S092544391200302X…

2. O mesmo resultado positivo da pesquisa acima, foi encontrado em estudo clínico in vivo, com uma criança com SD de 10 anos e 3 meses, em que à oferta de EGCG foi adicionada a oferta de ômega 3. Além da eficácia, a segurança foi atestada pela ausência de efeitos colaterais:https://www.researchgate.net/…/557e9b5b08ae26eada8dc745.pdf…

3. Em 2014, pesquisadores norte-americanos publicaram o resultado de pesquisa que constatou, além de importantes observações sobre a metilação em trecho CoG de DNA, que o EGCG incrementa a expressão da proteína pre-sináptica SNCA, que se apresenta significativamente reduzida tanto em indivíduos com síndrome de Down, quanto nos camundongos com a trissomia: https://www.dropbox.com/…/Epigen%C3%A9tica_Ch%C3%A1_Verde_E…

4. O bloqueio da superexpressão do gene Dyrk1a em ratos modelos para SD (Ts65Dn) por meio de knockout genético ou com uso do EGCG recuperou a estrutura óssea do fenótipo com SD. Melhorou a microestrutura óssea, o número de células em atividade no fêmur, a força mecânica do osso e a mineralização óssea. (http://hmg.oxfordjournals.org/…/…/2015/08/05/hmg.ddv284.long)

O artigo na íntegra está aqui http://1drv.ms/1KT82nT

5. A publicação do Movimento Down:

 

 

http://www.movimentodown.org.br/…/cha-verde-pode-ajudar-me…/

A título de atualização, a comercialização farmacêutica do EGCG para atuação terapêutica na SD foi liberada na Espanha em Junho de 2015, após o encerramento das pesquisas de eficácia e segurança para pessoas com SD maiores de 16 anos, como podemos ler aqui:http://www.down21.org/web_n/index.php…

 

SOBRE O MICRORNA155 E A SÍNDROME DE DOWN – ROGÉRIO LIMA

Os microRNAs foram descobertos há pouco tempo pela ciência (1993) e estão tomando conta de muitas pesquisas inovadoras. A função dos microRNAs é o controle da expressão gênica. Como o próprio nome diz, eles são pequenas sequências de RNA que são transcritos, a partir do DNA, e não são traduzidos em proteínas. Sua função é se associar a alguns RNAs mensageiros e impedir que estes sejam traduzidos. Assim, os microRNAs diminuem ou bloqueiam a expressão de um gene impedindo que este gene seja traduzido (tem um vídeo de como funciona aqui (1).

Sabemos que há um descontrole da expressão gênica causado pela trissomia do cromossomo 21 na SD. E o cromossomo 21 possui alguns microRNAs que também têm por função a repressão de genes. Há vários deles já relatados, mas estou pesquisando bastante sobre o microRNA 155 (dica da Carol e Gisele Fontes) (2 e 3), que possui muitos efeitos negativos na SD. Esse microRNA já foi identificado como superexpresso em pessoas com SD. Por ter este efeito, há linhas de pesquisas sugerindo que a superexpressão dos microRNAs pela trissomia do cromossomo 21 resultaria na diminuição de proteínas específicas que contribuem para as características da SD como deficiência cognitiva, defeitos congênitos do coração, anormalidades craniofaciais, alterações gastrointestinais, leucemia na infância, baixa resposta imune, Alzheimer prematuro, reduzido risco para tumores sólidos e doenças cardiovasculares (4 e 5).

O microRNA 155 foi relatado como superexpresso em condições de câncer de mama invasivo (6) e em cânceres em geral (7) em humanos. Nesses casos sugerem que esse microRNA impeça a morte celular programada das células cancerígenas possibilitando que o câncer se instale. Nas células estômago de pessoas infectadas por Helictobacter pilore (8), sugerindo como estimulada pela bactéria para facilitar a infecção. Também foi correlacionado à diminuição da mielinização dos neurônios (9), comum em pessoas com SD. Diminuição da resposta imunológica (10, 11 e 12). Relacionados à obesidade, diabetes e envelhecimento cardiovascular precoce (13 e 14). Com esclerose lateral amiotrófica (15), e Alzheimer (16).

O mais danoso efeito de sua superexpressão está relacionado a doenças do sistema circulatório como linfoma (17) e principalmente leucemia (18, 19 e 20), uma das doenças mais comum em crianças com SD. Este microRNA é mais expresso até mesmo em crianças com leucemia sem trissomia do 21 (21). A superexpressão do microRNA 155 foi relatada como maior em linfócitos em crianças com SD comparado a seus irmãos gêmeos (22) confirmando sua a superexpressão pela trissomia do 21. Portanto, é um grande problema essa superexpressão desse microRNA. Contudo, pesquisas estão ladrilhando o caminho para soluções dessa superexpressão. A inserção de oligonucleotídeos (pequenas sequências de RNA ou DNA) complementares a esses microRNAs impedem sua ação (como mostrado no vídeo). Esses são chamados de antisenso porque se associam complementarmente ao microRNA e impedem que este bloqueie a expressão gênica. Resultado positivos foram obtidos em ratos com linfomas (23), e com esclerose lateral amiotrófica (24), e para neurocognição (25). No entanto, essas soluções ainda não estão disponíveis para tratamento do microRNA 155 em humanos. Alguns remédios já no mercado como glicocorticoides (26) e dexametasona também tem esse efeito em diminuir a expressão do microRNA 155 (27). No entanto, existem soluções a partir da alimentação ou suplementação que são comprovadamente redutoras da expressão desse microRNA 155 em humanos (28 e 29). Um dos principais é o resveratrol (30, 31 e 32) que se mostrou muito eficaz na redução da expressão desse microRNA. A curcumina (33). A reposição de colina e do suprimento adequado de aminoácidos (34), os polifenóis (35, 36, 37 e 38), os flavonoides (39). Além de, a grande aliada, a vitamina D (40 e 41), e a vitamina E (42 e 43).

(…)

P.S: Como não é colocar o link individualmente coloquei todas as referências aqui (http://1drv.ms/1MdTG1y). Alguns links não permitem ver o artigo na íntegra, caso alguém tenha interesse tenho todos e posso colocar os que quiserem nos comentários.

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SOBRE O RESVERATROL – ROGÉRIO LIMA

O resveratrol (1) é um composto antioxidante associado a redução de problemas cardíacos e longevidade. Ele é um composto secundário de plantas utilizado para defesa vegetal contra patógenos. Pesquisas (2 a 5) mostram que ele reduz a expressão do microRNA 155 que é tipicamente mais expresso em pessoas com síndrome de Down. Esse microRNA está ligado principalmente à leucemia. Aqui vou divulgar alguns dados atuais de como anda a pesquisa sobre o resveratrol e seus principais mecanismos de ação (6).

Um dos principais efeitos do resveratrol é a atenuação da inflamação (7), controlando vários microRNAs que disparam a inflamação celular (8). Reduz o estresse oxidativo controlando geneticamente a expressão das enzimas oxidativas Superóxido Dismutase (SOD1), Glutationa Peroxidase (GPX1) e NADH Oxidase (NOX4) (9). Diminui a injuria nos rins (10 a 12). Apresenta ótimos efeitos no combate e controle da diabetes. Inibe a absorção de glicose no intestino (13 e 14), auxilia na ação da metformina (o principal remédio para o diabetes) (15). Diminui os efeitos da dor e neuropatia em pessoas diabéticas (16). Aumenta a longevidade em ratos com dieta de alta caloria (17). Controla a doença de Parkinson (18). Ajuda na redução da obesidade semelhantemente à redução da redução calórica (19). Potencializa o efeito da vitamina D (20). Melhora a condição óssea – osteosporose – (21). Melhora as condições ovarianas (22). Estimula a angiogênese (vascularização) e neurogênese (crescimento neuronal) em cérebro com isquemia (23 e 24). Inibe a isquemia inibindo o transportador de glutamato nas células do hipocampo cerebral (25).
Melhora na insuficiência cardíaca (26). Reduz a falha cardíaca na distrofia muscular de Duchenne (27). Proteção cardiovascular contra isquemia (28). Reduz a arritmia cardíaca (29). Inibe a replicação de rinovírus, uma das causas de resfriados, e inibe a expressão dos mediadores que causam sua inflamação (30). Auxilia na atenuação de infecções respiratórias (31). Potencializa os efeitos da dexametasona na inflamação de pulmão (32). Utilizado em tratamento tópico de pele (33 e 34). Ajuda na recuperação da pele em tratamentos de peeling químico e no aumento na deposição de colágeno (35). Previne vários tipos de cânceres (36). Controla câncer de próstata (37 e 38) e de pâncreas (40). Estimula a morte das células cancerosas de leucemia (39).

Sua absorção e disponibilidade ainda é limitada (41). A quercetina e a curcumina aumentam a absorção intestinal de resveratrol (42). E existem pesquisas indicando melhor disponibilidade do resveratrol através de nanoformulações (43 e 44) (algumas já disponíveis no mercado). Infelizmente, ainda não há muitas evidências de resultados positivos encontradas nas baixas concentrações de resveratrol na dieta de alimentos como sucos, vinhos (45). Apesar de estar bem estabelecido que é bem tolerado a doses até 500 mg dia e apresentar melhor biodisponibilidade na absorção no período da manhã (46).

(…) Existem vários estudos clínicos sendo realizados atualmente com resveratrol, alguns relevantes já concluídos são: Redução da mortalidade em um estudo com 7447 participantes (47); melhora no perfil lipídico sanguíneo em estudo com 1000 pessoas (48); estudo duplo cego mostrando benefícios para fumantes (51); comprovando melhora no diabetes (49); melhora do fluxo sanguíneo cerebral em 22 adultos saudáveis (50).

(…)

As referências estão aqui

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9 comentários em “A suplementação de resveratrol e EGCG e a introdução do simbiótico”

  1. Olá Gisele Tudo bem? Gostaria de parabeniza-lá pela dedicação na suplementação para crianças com SD que buscamos tanto para minimizar ou até mesmo reverter essa expressão genica. Meu filho tem 1 ano e 7 meses gostaria de oferecer a ele o ômega 3 e o resveratrol só não sei qual a dosagem dar. Já pedi ao pediatra mas eles infelizmente não indicam e tb não se atualizam.
    Amei o seu blog muito informativo.

    1. Oi Valery,

      Obrigada por suas palavras tão gentis. Essa questão dos médicos é mesmo complicada, porque os entendimentos variam. Sugiro a você que procure um médico ortomolecular, pela familiaridade com a abordagem da suplementação. Os Arquivos da Sociedsde Brasileira de CardioVascular fazem uma recomendação de dosagem de ômega 3 para crianças, acho que há esse link no post sobre ômega 3. Se não houver, me fale que eu procuro.

      Abraços

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